Desde que comecei a usar meu moleskine maravilhoso (um do conjunto de volant pocket verdinho) como journal, esqueci um pouquinho o blog. Mas hora de dar um update.
Depois de uma luta intensa, planos de projeto de pesquisa, correr atrás de orientação, descabelar com a concorrência (que por vezes despertou meu mais bruto instinto assassino), consegui a oportunidade de inscrever meu projeto de pesquisa na área de Direito Constitucional no edital da PRPq da UFMG, pleiteando a uma bolsa PIBIC/CNPq. Foi uma realização e tanto, haja vista que parte da concorrência era hediondamente mais sabida do que eu e a outra parte horrorosamente mais confiante.
Os pingos nos is foram devidamente colocados, e meus pensamentos mais mesquinhos se manifestam apenas em sonhos - nos quais eu esfrego verdades em caras alheias e coloco pessoas em seus devidos lugares -, e não na realidade. Acredito muito em karma, e preciso não ser cruel. Mas hipocrisia não é lá uma qualidade que eu cultivo, então assumo que minhas vontades impraticáveis.
Enquanto isso, no lustre do Castelo, eu e o Bruno saímos pra comemorar nosso coleguismo (claro, porque melhor do que ser aprovada num processo seletivo é ser aprovada junto com seu amigo). Outras pessoas que gostamos demais estavam presentes, e foi ótimo compartilhar essa conquista.
Ainda assim, apesar de todas as felicidades, estou um tanto quanto introspectiva e pouco a fim de festas como a que está acontecendo nesse exato segundo na casa de um dos meus melhores amigos, com todos meus colegas de sala. Tô atrás de um programa light, algo simples como um cinema, um sorvete, um café e conversas superficiais.
Estado de espírito é reflexo direto de uma escolha difícil que precisei fazer essa semana, resumível em uma frase do filme Closer:
I don't want to lie. I can't tell you the truth. So it's over.